Como Podemos Transformar o Nosso Cérebro através da Neuroplasticidade? As neurociências têm trazido uma verdadeira revolução ao entendimento do cérebro. Uma das maiores surpresas dos últimos anos foi o facto de novos neurónios poderem nascer e desenvolver-se, assim como o facto de se poderem estabelecer novas conexões cerebrais e alterar a própria estrutura do cérebro.
Ainda não há muito tempo, acreditava-se que o cérebro que tínhamos no início da idade adulta era aquele com que ficaríamos até morrer que só o declínio, daí para a frente, nos esperava. No entanto, a neuroplasticidade é um facto incontestável e isso traz uma esperança acrescida à psicologia pois basicamente o que se sabe hoje é que novos comportamentos geram novas emoções que geram, por sua vez, alterações a nível da bioquímica cerebral. Está tudo interligado. Isso é fantástico!
Aprendizagem e Determinismo
Mudamo-nos, aos poucos, de uma ideia de doença (algo mais permanente) nas perturbações mentais, para uma ideia de “má aprendizagem”, ou aprendizagem disfuncional, sendo possível através de novas aprendizagens mudarmos a estrutura de algumas áreas cerebrais, e também o funcionamento do cérebro. Perturbações de ansiedade, depressão, défice de atenção/ hiperatividade, todos podem ser pensados como hábitos arreigados de pensar, de sentir, de lidar com o meio, mas que com o devido treino ou aprendizagem podem ser alterados para formas mais saudáveis de funcionamento. Isto significa que nós não temos um destino traçado, nem pelos nossos genes (que apenas influenciam a nossa predisposição para algo), nem por processos de aprendizagem precoce (um ambiente familiar disfuncional, por exemplo); nós podemos aprender alguns dos princípios que gerem o funcionamento do nosso cérebro e através de novos padrões de comportamento/ pensamento/ emoção alterarmos a biologia (expressão genética, neurotransmissores, sistema imunitário). Isto é mesmo fantástico!
Os sinais da Neurociência
As novas descobertas da neurociência permitam que nós aprendamos a minimizar as nossas vulnerabilidades e a aumentar o nosso potencial. Sim, nós podemos reprogramar o nosso cérebro pois alguns dos princípios pelos quais ele se rege são:
1. Neuroplasticidade
2. Neurogénese
3. Sistema social ( neurónios espelho)
4. Neurociência nutricional
Vamos poder aprender a forma de nos tornarmos mais calmos e positivos para nos focarmos nos nossos objetivos, em vez de nos focarmos nas nossas falhas. Isto é uma questão de “domesticar” o nosso cérebro. Para isso é preciso treino: é como andar de bicicleta, é preciso treino, paciência , dedicação e perseverança. Mas vale a pena porque o nosso cérebro sem treino fica à deriva e tende a exagerar tudo aquilo que é negativo (o stress, a ansiedade) e a minimizar o positivo, tornando-nos escravos da sua arbitrariedade. Podemos transformar o nosso cérebro através da neuroplasticidade. Aprendamos, então, a ser os donos e senhores da nossa vida e para isso vamos aprender um pouco mais sobre como funciona esse órgão maravilhoso: o nosso cérebro.
Para que o(a) possamos apoiar no seu processo de mudança marque a sua consulta ou entre em contacto connosco.
Para saber mais acompanhe o nosso blog e siga-nos também no Instagram.
Arden, J. B. (2010). Rewire your brain: Think your way to a better life. John Wiley & Sons.

Psicóloga Clínica e Diretora Clínica da Psicoflex, é formada em Psicologia Clínica e da Saúde pela Universidade de Coimbra, com especialização em Terapias Cognitivo-Comportamentais de Terceira Geração, Terapia de Casal e Sexologia Clínica. Com experiência em diferentes contextos de intervenção e ao longo de várias fases do ciclo de vida, trabalha sobretudo com perturbações de ansiedade, humor e sono, stress, trauma, dificuldades relacionais e questões ligadas à sexualidade. A sua prática integra o modelo cognitivo-comportamental com abordagens como ACT, Mindfulness e Terapia Focada na Compaixão, promovendo flexibilidade psicológica e uma vida mais plena, flexível e significativa.
- Maria João Varela
- Maria João Varela
- Maria João Varela
- Maria João Varela

